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Jovens esbarram na falta de experiência

Para quem está pensando em ingressar no mercado de trabalho, surge um dilema, a chamada experiência profissional. Termo que costuma ser um empecilho para que os jovens entrem, efetivamente, no mercado.

Quando um jovem sai da escola e começa a procura pelo primeiro emprego, ele logo se depara com a primeira dúvida, o que colocar no currículo se ele não tem nenhuma experiência?

Sim, isso atormenta muitos jovens que sabem que o mercado é exigente, mas, ao mesmo tempo, são raros os estabelecimentos que oferecem oportunidades. E que o desemprego ainda é um problema atual não restam dúvidas. O número das pessoas sem trabalho voltou a aumentar e passa de 13,1 milhões, segundo dados do IBGE. Sair dessa situação é um desafio ainda mais difícil se você tem entre 18 e 24 anos.

Dados oficiais revelam o dilema dos jovens


Esse cenário foi revelado por Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo, feito com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostra que, enquanto a taxa de desemprego de forma geral está em 13%, entre os jovens a estatística sobe para 26%. Eles também são os que têm mais chance de serem despedidos.

Dificuldade dos jovens ingressarem no mercado não é de hoje


Historicamente, o jovem tem mais dificuldade de ingressar no mercado de trabalho. É o que afirmam os dados do Grupo de Conjuntura do Ipea. No entanto, o Ipea observa que, nos últimos tempos, a situação tem se agravado.

Com a crise do Covid-19, o distanciamento ficou ainda maior entre o jovem e o seu primeiro emprego. O fato é que piorou para todo mundo, mas piorou mais para os mais novos. Os jovens, além de serem os que têm a maior dificuldade para conseguir uma oportunidade, têm a maior probabilidade de serem mandados embora também.

Esse problema não é nenhuma novidade, já que são eles que têm menos experiência. Países da Europa têm desenvolvido políticas públicas para facilitar o ingresso dessas pessoas no mercado de trabalho e, assim, resolver a questão nesse momento crítico do desemprego, por exemplo.

Jovens com estudos profissionalizantes têm mais chances


A economia ainda não está dando sinais de um crescimento sustentável, segundo especialistas, porque há várias inseguranças no mercado. Em uma situação de poucas vagas, a concorrência fica ainda maior, vai nas alturas. É só observar as recentes filas gigantescas para entregas de currículos. 

Devido a isso, o empregador acaba por ter mais opções de escolha e pode optar por alguém mais qualificado que, por estar há bastante tempo na busca por uma oportunidade, aceita receber menos do que deveria.

Uma pesquisa feita por uma plataforma de recrutamento digital, mostrou que a frequência de recusas de ofertas de emprego por causa de salário é 30% menor entre os millennials (geração Y) em relação às outras gerações. No fim de 2014, 38% das pessoas com ensino superior e idade entre 24 a 35 anos tinham empregos abaixo do seu nível de qualificação.

No último trimestre, esse percentual chegou a 44,2%. O contratante tem a possibilidade de fazer uma super seleção. Isso faz com que pessoas com muita qualificação aceitem remunerações baixas.

Jovem é incentivado ao estudo em países desenvolvidos 


Em países da Europa, há um diagnóstico de que o jovem está fora do mercado de trabalho por não ter as qualificações exigidas. Assim, muitos têm adotado uma postura de incentivar a formação dessa população.

Na Dinamarca, o Sistema Público de Emprego recebe uma notificação quando o jovem está há três meses sem emprego. Após seis meses, ele é encaminhado para algum programa de qualificação. A Alemanha, por sua vez, oferece uma educação profissional paralela à educação básica. 

No Brasil, as políticas públicas para garantir a empregabilidade dos jovens incluem o Programa Jovem Aprendiz, que beneficia aqueles com idade entre 14 e 24 anos; a Lei de Estágio, que tem como intuito preparar o estudante para a vida profissional com acompanhamento pedagógico; e os programas de trainee. que são regidos pela Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), tendo como público-alvo jovens recém-formados.

A importância de buscar qualificação


Como vimos, os dados mostram que há, no momento, profissionais qualificados sobrando no mercado com muito estudo, e aceitando receber menos do que deveriam pela sua formação.

Por isso a busca pelo conhecimento nunca foi tão importante como agora. E, como vimos também, um curso superior não é a garantia de remuneração alta ou compatível, nesse podcast, por exemplo, há uma explicação sobre como o ensino profissionalizante, mais barato e dinâmico, pode suprir as necessidades de estudo dos jovens que buscam ingressar no mercado de trabalho.  

Mais importante do que o jovem se preocupar neste momento em conseguir um emprego, é se concentrar em se capacitar para aumentar as suas chances de entrada no mercado de trabalho, nesse artigo você se atualiza sobre os benefícios de um curso profissionalizante.

No atual cenário também há algumas tendências para o pós pandemia, bem como as competências mais procuradas pelas empresas atualmente.

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