Confeiteira deixa as ruas graças ao estudo

É difícil imaginar o quão exaustivo deve ser vender coisas na rua. Calor no verão, o frio no inverno, a chuva, o vento, a poluição dos carros e os vários “nãos” da população tornam essa atividade uma das mais desafiadoras que existem. A história de hoje é da confeiteira Rayanne Fernandes, de Patos de Minas (Minas Gerais), confeiteira por paixão a trajetória dela nem sempre foi só de alegrias, houve muita dificuldade, trabalho duro e, acima de tudo, esperança e determinação.
Para um trabalhador honesto, conseguir empreender costuma ser um desafio. Mas muitas pessoas já descobriram a fórmula que garante bons resultados rumo ao sucesso. Essa fórmula não é mágica, inalcançável, requer apenas força de vontade. Essa fórmula se chama estudo! O estudo abre portas de várias maneiras. Te apresenta uma profissão, te ensina a realizar uma atividade e te ajuda a perceber quais os caminhos para empreender e manter-se no mercado.
Rayanne antes de ser confeiteira
A mineira Rayanne aprendeu desde cedo que se você deseja algo é preciso “correr atrás”. Ela não tem problema nenhum em dizer que começou a trabalhar na rua, muito pelo contrário.
“Quando eu morei em Uberlândia (Minas Gerais) eu vendia picolé, vendia trufas na rua, tudo para conseguir pagar minhas contas. Nunca gostei de depender de ninguém e aprendi com minha mãe que nenhum trabalho é vergonhoso. Minha mãe foi mãe solteira com até 3 empregos. Nossa vida foi regrada, mas vendo o quanto ela era trabalhadora, o quanto ela batalhava, aprendemos pelo exemplo dela o valor do trabalho honesto”, conta Rayanne.
Ela sempre que pode faz questão de reforçar que tudo que aprendeu foi graças ao exemplo de Rosimere Caixeta, sua mãe. “Aprendi com minha mãe a força que tem o trabalho e a dedicação. Minha mãe fez o impossível para pagar cursos quando eu era criança e adolescente, ela me fez entender que eu só me tornaria um pessoa e uma profissional melhor estudando e me dedicando”, enfatiza a confeiteira.
Primeiro contato com a confeitaria

Apoio da família é um grande aliado para desenvolver qualquer projeto que você tenha em mente. Se não houver apoio, não tem problema! O importante é não desistir daquilo que você acredita. Rayanne, por outro lado, sempre teve apoio da sua mãe como também do marido. “Meu marido, Leandro Gonçalves, me apoiou em cada decisão, foi ele quem pagou as mensalidades até eu conseguir pagar”, conta.
Apesar de ter feito cursos em vários segmentos, foi na gastronomia que ela descobriu sua vocação e em especial a confeitaria. “Apesar der me qualificado em cursos técnicos de contabilidade, administração e de petróleo e gás, eu sempre gostei de vendas, então eu virei uma representante no Instituto Mix. Trabalhando no IM eu comprei a ideia de que um curso muda nossa vida. Tenho várias certificações de cursos que eu visava retorno financeiro, mas eu não gostava de trabalhar naquelas áreas. Todo dia ajudando as pessoas a realizar os sonhos dela, eu percebi que eu queria realizar meu sonho também”, explica a confeiteira.
E de todos os cursos que ela tinha contato na escola profissionalizante o que mais chamava a atenção dela era o de confeitaria. “Porque eu sempre gostei de cozinhar, mas eu nunca soube fazer algo gostoso, diferente. A princípio decidi que era para aprender a fazer coisas para casa, mas fui me apaixonando até que percebi que era isso que eu queria fazer para o resto da minha vida”, afirma Rayanne.
O estudo de confeiteira deu sentido para a vida dela
Ela destaca que graças ao estudo a vida em família e as economias estão ainda melhor. “Hoje aos 29 anos eu sei onde quero chegar. Estou ampliando um cômodo para vender doces, bolos, fazer uma quitanda e continuar fazendo aquilo que eu amo”.
Ela destaca ainda a importância de definir metas e prioridades. “A pessoa não pode ter medo de investir, não pode ter medo de mudar. Não pode dizer: “eu não tenho dinheiro para investir”, mas para uma cerveja no fim de semana você tem. Para fazer um curso é caro, mas para gastar com festas e coisas desnecessárias você tem. É preciso priorizar as necessidades, priorizar onde você quer chegar, cortar os supérfluos”, enfatiza Rayanne.
“Sorte é o fruto do seu trabalho”
Para finalizar ela conta que sorte é fruto do seu trabalho duro e determinação. “De nada adianta eu ficar me queixando dos problemas da vida, esperar que as coisas caiam do céu, é preciso tomar a iniciativa e dar o primeiro passo. Eu, graças a Deus, tive pessoas que me apoiaram como a minha família. A sorte é a gente que cria com pensamentos positivos, trabalho e com fé em Deus”, finaliza.