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Finanças: comece bem o ano de 2021

Poucos, bem poucos, passaram financeiramente ilesos por 2020. A pandemia quebrou negócios, gerou ondas de demissões e deixou o país com um saldo de mais de 14 milhões de desempregados, o que se reflete em dificuldades nas finanças da população. Para muita gente faltou dinheiro para pagar as contas e até para comer. Mesmo quem manteve a renda e pôde continuar investindo enfrentou uma Bolsa bastante volátil e uma renda fixa com rentabilidade corroída pela inflação.

Mas 2020 passou! Um novo ano traz também uma nova esperança de finanças melhores, e passar mais tempo em casa pode ser a oportunidade perfeita para fazer as contas com calma.

Por isso o Mercado de Trabalho elencou dicas que vão desde as mais básicas, para quem procura sair das dívidas, até as mais avançadas, para quem está de olho nas melhores aplicações e em garantir uma boa aposentadoria.

Faça um planejamento das finanças


O primeiro passo para um próximo ano fantástico financeiramente é ter um bom planejamento financeiro. De acordo com especialistas do setor da economia, cada um deve decidir quais objetivos busca atingir, como estudar, viajar, comprar um carro ou ter a primeira casa.

A partir desses objetivos, você deve estabelecer qual será o caminho traçado para chegar até eles, essas serão suas metas. É muito importante estipular valores e prazos. Com essas informações, você poderá escolher as aplicações financeiras mais adequadas, assim você terá controle das finanças de modo seguro e sem surpresas desagradáveis ao longo do percurso.

Colocar em planilhas as finanças é fundamental


Muita gente não gosta de planilhas. Mas a verdade é que elas são extremamente úteis quando se fala de controle de gastos e orçamento. Por meio delas você pode ver, concretamente, todas as suas despesas e investimentos de forma concreta, sem tentar ficar calculando na cabeça essa ou aquela conta.

Monte uma planilha financeira, com suas receitas e despesas. Planilhar é um pequeno comportamento que ajudará todo o seu planejamento a partir deste momento. Vale lembrar que essa é uma questão de hábito, não de recursos: as transações podem ser registradas no computador, no celular ou até mesmo em um papel.

A primeira linha desse orçamento familiar deve ser a da poupança para o objetivo que você definiu anteriormente. Sem motivações claras, as pessoas não cumprem esforços de poupança e de investimento. Sacrifícios que não sejam justificados por um objetivo são logo abandonados, fique com isso em mente.

Tentar frear dívidas no começo de 2021


Se você já começou o ano endividado do ano anterior, pode ser difícil quitá-las no curto prazo. Mas um bom passo para uma melhor vida financeira é não criar novas pendências já no começo do próximo ano. Mesmo que esse ano seja apenas para “colocar a casa em ordem”. Os primeiros meses contam com pagamentos pesados, como IPTU, IPVA e matrículas em escolas particulares ou materiais escolares. E, muitas vezes, poucas famílias se preparam para eles, já que não são gastos recorrentes.

Analisar as contas recorrentes e não recorrentes


Segundo os especialistas da área de finanças, os gastos podem ser classificados em duas categorias: pagamentos recorrentes e não recorrentes. Despesas recorrentes são aquelas que você paga mensalmente, como um aluguel ou uma conta de luz. Já as não recorrentes costumam ser atreladas a um consumo sazonal, como comprar uma televisão que está em promoção.

Em 2021, revisite seus gastos nas duas categorias. Cancelar uma academia, ou um streaming que você não usa, terá impacto positivo no orçamento todos os meses. 

Outras pessoas têm poucas despesas fixas, mas acabam cedendo a compras imprevistas, muitas vezes por impulso. Adquirir bens de consumo sem ter condições é algo a ser evitado nesse começo de ano. Se esse valor for parcelado pode impactar diversos meses, deixando você mais “engessado” ainda do que quando começou o ano. Quem está endividado deve reconsiderar gastos recorrentes e interromper completamente os gastos não recorrentes.

Para equilibrar as finanças fuja do cheque especial como parte do orçamento


Se você tem o hábito de considerar o limite do cheque especial (crédito automático, usado quando a conta entra no negativo) como parte da sua capacidade de pagamentos, um dos passos para um 2021 fantástico financeiramente é abandonar essa ilusão. Utilizar esse limite leva ao pagamento de juros do cheque especial, que são altíssimos, o que pode gerar uma bola de neve.

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros do cheque especial ficou em 112,9% ao ano em outubro de 2020. Procure modalidades de financiamento com taxas menores, como o crédito consignado (aquele que tem desconto direto na folha). De acordo com o BC, a taxa média de juros nessa modalidade ficou em 30% ao ano, também em outubro de 2020.

Não são poucos os brasileiros com contas no vermelho. Cerca de 11,2 milhões de famílias estão endividadas nas capitais do país, de acordo com um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Dentre as famílias que vivem em capitais, 67,4% estavam endividadas no final do primeiro semestre, ante 64,1% em 2019.

Pesquisar, conhecer e investir!


Os brasileiros aproveitaram a pandemia para poupar. Entre janeiro e outubro deste de 2020, período analisado pela pesquisa, os aportes na caderneta de poupança superaram os resgates em R$ 144,2 bilhões. O problema é que, com a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano, a poupança está rendendo apenas 1,4%. Essa taxa perde para a rentabilidade das demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação. Um bom passo para ter um próximo ano fantástico nas finanças é justamente conhecer mais sobre investimentos. Já são mais de 3 milhões de investidores pessoa física na B3, a bolsa de valores brasileira.

Desde 2019, e em 2020 em particular, o brasileiro investiu mais em um cenário de juros baixos. O Brasil deverá manter uma Selic baixa, ainda que possa ser um pouco maior do que a que vemos hoje. Você terá de estudar mais sobre riscos e retornos de cada ativo para se organizar, ter retornos melhores com um grau de risco aceitável e atingir seus objetivos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,89% em novembro na comparação com outubro. Foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%. Fique de olho nos repiques inflacionários. Para isso, aposte em aplicações que pagam juros mais a correção pela inflação.

Com todas essas sugestões, esperamos que você consiga começar muito bem financeiramente o ano de 2021. E se não eliminar totalmente as dívidas, pelo menos começar o processo de acabar com o endividamento. E lembre-se, educação é a chave do sucesso, seja para o mercado de trabalho ou para o controle de suas finanças pessoais, por isso separamos esse link com cursos ligados a área de gestão. Se quiser estudar sem sair de casa, há essa outra opção de cursos que você pode fazer a distância, mas com o mesmo efeito. Um ótimo 2021!

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