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Eletricista vence dificuldades com foco nos estudos

Não são todos os brasileiros que têm a oportunidade de estudar, se qualificar e ir subindo degraus na carreira profissional. Para muitos as dificuldades são imensas ainda nos primeiros anos escolares. O gaúcho Cláudio José de Silva Trindade, eletricista, faz parte da lista de brasileiros que estão longe de ter nascido em “berço de ouro”.

Ainda hoje muitos brasileiros convivem com a realidade de deixar os estudos para trabalhar com o objetivo de ter mais tempo para ajudar nas despesas de casa e da família. Paga-se muito em contas, ganha-se pouco com o trabalho, em um ciclo que faz com que a pessoa “não saia do lugar”.

Em muitos casos algumas pessoas se desvirtuam do caminho correto em busca de soluções mais “fáceis” para problemas que são difíceis de serem enfrentados, que cansam na jornada do dia a dia, fazendo com que muitos brasileiros desistam de seguir uma vida correta.

Foi mais ou menos assim com a vida do Cláudio, mas, apesar de tudo, houve uma luz no fim do túnel. Ele começou a trabalhar com elétrica e gostou da atividade. Fazendo bicos aqui e acolá ele viu que poderia tornar o trabalho de eletricista uma profissão e assim deixar o passado de lado e olhar para frente, no que o futuro reservava, em dias melhores.

Primeiro contato com o curso de eletricista


Com problemas de leitura, devido à pouca alfabetização, Cláudio é um exemplo de superação e de vontade ir além. Ele não se intimidou quando decidiu entrar em uma escola profissionalizante, muito pelo contrário.

“Hoje estou cursando o curso de Eletricista Residencial e Predial no Instituto Mix de Profissões da minha cidade (Porto Alegre) porque eu tive uma curiosidade em aprender mais sobre o ofício de eletricista. Na realidade, esse primeiro contato com a escola não foi por minha causa. Eu fui levar a minha filha para fazer o curso de administração e quando eu entrei na sala de eletricista eu olhei os materiais, os equipamentos e me deu uma felicidade tão grande, com o desejo de aprender mais sobre aquilo”, conta Cláudio.

A visão da necessidade de ir além!


O Cláudio podia muito bem continuar a fazer o que vinha fazendo. Seus trabalhos como eletricista já davam um bom retorno financeiro e ele poderia continuar trabalhando do modo que sabia, sem se preocupar em fazer um investimento em educação, mas a visão dele era de sempre ir além.

“Eu já fazia alguns procedimentos como algumas fachadas, ligação de luz, instalava tomadas, mas a partir do momento que eu visitei a escola e vi aquela sala, eu fiquei muito empolgado porque eu sabia que ali eu ia aprender coisas para agregar ainda mais o conhecimento que eu já tinha por causa da prática. Porque na verdade isso é pra vida, a gente aprende para trabalhar, para se destacar no mercado, para ter mais oportunidades, é um ciclo, e é isso que eu estou fazendo”, afirma Cláudio.

O curso de eletricista “abriu seus olhos”


Trabalhar de forma autônoma é sempre um desafio. Quando você lida com algo tão vital e perigoso como a eletricidade, por exemplo, esse desafio é ainda maior. Afinal de contas um trabalho mal feito pode colocar o seu cliente em risco. As chamadas “gambiarras”, instalações mal feitas ou provisórias, podem provocar desde um curto circuito, queimando aparelhos da casa, até um incêndio que pode consumir em chamas toda uma residência ou um prédio comercial.

O Cláudio, por experiência própria, sabia o quão importante era sua profissão e por isso sempre se preocupou em aprender coisas novas, afinal de contas o Brasil conta atualmente com padrões específicos de instalação de rede elétrica, seja residencial ou predial. Padrões de segurança que são vitais para qualquer empreendimento.

“Estou aprendendo bastante, mais do que eu esperava, quero agora ir até o fim do curso. Confesso que algumas vezes eu pensei em desistir, teve um momento difícil ou outro, mas aqui eu encontrei mais que professores, encontrei amigos, apoiadores e incentivadores, que mesmo não sabendo da minha situação, do que eu passei na vida e muitas vezes o que eu ainda passo, sempre continuaram a me incentivar a continuar o curso de eletricista”, ressalta Cláudio.

A educação deu um novo rumo profissional e motivacional


Quando falamos em voltar a sala de aula, esquecemos do efeito que o estudo traz para uma pessoa. Vai muito além da questão do aprendizado, a interação social em uma escola profissionalizante é um dos fatores que fazem com que quem estuda, se sinta mais motivado a continuar a estudar. O apoio de colegas, o sentimento de pertencimento a um grupo e na sociedade e o desejo sadio da competitividade entre os colegas.

“E estou em uma fase da minha vida que estou muito feliz por estar voltando a aprender. Saber mais sobre a eletricidade. Tenho aprendido sobre como fazer os procedimentos da forma correta, seguindo os padrões nacionais de segurança e de qualidade e posso dizer, sem sombra de dúvida, que o estudo mudou completamente o rumo da minha vida”, conclui o eletricista.

Com a ajuda de amigos, de uma profissão, um curso profissionalizante e sua fé, Cláudio deixou pra trás seus vícios e um passado de tristezas. Venceu, acima de tudo!

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