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Economia gera expectativas para 2021

No ano de 2020 um dos poucos setores que não “desligou” foi o do agronegócio. Áreas como a da indústria, comércio e serviços tiveram um impacto significativo. Porém, apesar dos pesares, a economia voltou com tudo no último trimestre de 2020 alimentada com a retomada de setores vitais da produção brasileira, os benefícios pagos pelo governo e a alta demanda acumulada das empresas ajudaram no bom resultado.

O Produto Interno Bruto, o famoso PIB,, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, cresceu 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao período anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os números das Contas Trimestrais, essa é a maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar a economia e as perdas provocadas pela pandemia.

Apesar do crescimento a economia ainda está “frágil”


O resultado indicou ainda que a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019. Na comparação com o mesmo trimestre de 2019 o PIB apresentou recuo de 3,9% e, em valores correntes, chegou a R$ 1,891 trilhão. Desse valor, R$ 1,627 trilhão em Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 264,1 bilhões em Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios, ainda de acordo com dados do IBGE. 

Para os especialistas das Contas Nacionais do IBGE, o crescimento ocorreu sobre uma base muito baixa, quando o país estava no auge da pandemia no segundo trimestre. Houve uma recuperação no terceiro, contra o segundo trimestre, mas se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a Indústria quanto os Serviços. A Agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura.

A retomada dos setores brasileiros


No terceiro trimestre a Indústria cresceu 14,8% e os Serviços subiram 6,3%. Já a Agropecuária registrou queda de 0,5%. De acordo com o IBGE, a expansão do PIB no período foi causada, principalmente, pelo desempenho da Indústria, com destaque para o crescimento de 23,7% no setor de Transformação. Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também cresceram (8,5%), como a Construção (5,6%) e as Indústrias extrativas (2,5%).

De acordo com especialistas, olhando pela ótica produtiva, o destaque foi a Indústria de Transformação, até pelo fato de ter caído bastante no segundo trimestre (-19,1%), com as restrições de funcionamento. A Indústria cresceu como um todo 14,8%, e a de Transformação 23,7%.

Dados da economia no setor de serviços 


O setor de Serviços, que foi destaque no resultado e têm o maior peso na economia, registrou alta em todos os segmentos: Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).

O IBGE explica que o setor caiu 9,4% no segundo trimestre e agora avançou 6,3%, mas ainda não recuperou o patamar do primeiro trimestre. A explicação é que houve uma queda tanto na oferta quanto na demanda. Mesmo tendo sido retiradas as restrições de funcionamento, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza. O desempenho melhorou em relação ao segundo trimestre, mas ainda não voltou aos patamares antes da pandemia.

O desempenho da agricultura


A variação negativa de 0,5% na Agricultura foi consequência de um ajuste de safra. O destaque é o crescimento de 2,4% no acumulado do ano, ante uma queda de 5,1% da Indústria e 5,3% dos Serviços, aponta o IBGE.

Quanto ao consumo das famílias


O consumo das famílias (65%), o que mais pesa pela ótica da despesa, teve expansão de 7,6%, resultado que é muito parecido com o do PIB. O indicador havia caído 11,3% no segundo trimestre, mas no terceiro, o consumo de bens subiu bastante, especialmente, bens duráveis e bens alimentícios da cadeia agroalimentar. O consumo de serviços teve crescimento, mas foi bem menor do que a queda anterior, pois as famílias não voltaram a consumir no patamar anterior à pandemia.

Quanto aos Investimentos


Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) subiram 11%, mas neste caso também, o desempenho está relacionado à base de comparação com o segundo trimestre em que havia caído 16,5%. No acumulado do ano, a queda é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados e como o dólar está alto.

Expectativas para a economia em 2021


Com vários países anunciando o começo das vacinações, o mercado está, ao mesmo tempo, ansioso e cauteloso. A verdade é que se espera que 2021 seja melhor em vários aspectos econômicos. Pelo menos no Brasil, há a expectativa de começar as vacinações já em janeiro e o novo normal deverá começar a se concretizar de forma mais consolidada no segundo semestre de 2021.

Ainda existem muitos desafios para o pós pandemia na economia, mas é quase consenso entre especialistas que o pior já passou, estamos nos recuperando e sairemos mais fortes do que entramos. Para nós, resta aguardar os próximos meses. 

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